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O Magalhães
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Há uns anos atrás – muitos – dava-se início a uma iniciativa pioneira em Portugal, criando-se parcerias formais entre o ensino superior e o ensino básico e secundário e que, durante algum tempo, foi o único responsável pela introdução de meios informáticos na escola pública. Recebeu o nome da deusa do conhecimento – Minerva – e foi terminado de forma estranha e sem qualquer avaliação séria das suas virtudes e defeitos.
Durante algum tempo as escolas ficaram entregues a si próprias e foram criando diversas soluções de trabalho e de auto-formação para os seus docentes, contando com poucos e raros meios informáticos, socorrendo-se de projectos avulso para a aquisição de novos computadores para os docentes e alunos. As escolas que tinham cursos técnico-profissionais na área da informática eram mais “sortudas”, pois tinham computadores e docentes habilitados para ajudar os mais atrapalhados.
Olhando para trás, relembro, sem saudades, esses tempos difíceis e os muitos momentos de “partir pedra” para que as tecnologias informáticas pudessem ter um lugar de ferramenta no ensino oficial português. Cada minúscula conquista era vivida com enorme alegria… e poder ter uma impressora de agulhas na sala de professores era algo fantástico.
Os tempos mudam. Concordo que é necessário pensar e resolver a questão do software adequado aos diversos níveis de ensino e é necessário formar os alunos e alertá-los para os riscos que acompanham a utilização de meios de comunicação electrónicos. Há uns anos atrás, os pais morriam de pavor ao imaginar que os seus filhos pudessem aceder as imagens pornográficas nos computadores da escola e exigiam controlo absoluto dessa utilização e a garantia que os filhos estavam a salvo. Essa preocupação deve manter-se, mas pela via da educação e da formação, quer em casa, quer na escola.
O que sobra de tudo isto é a urgente necessidade que temos de agarrar as boas oportunidades e de saber separar o trigo do joio… e ninguém é obrigado a aderir às iniciativas propostas.
